Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

O CORVO - Edgar Allan Poe / trad. Fernando Pessoa.

O CORVO

(de Edgar Allan Poe/ trad. Fernando Pessoa)



Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,

Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,

E já quase adormecia, ouvi o que parecia

O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.

"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."



Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,

E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.

Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada

P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -

Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!



Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo

Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!

Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,

"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;

Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".



E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,

"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;

Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,

Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,

Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.



A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,

Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.

Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,

E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -

Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.



Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,

Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.

"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.

Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."

Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."



Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,

Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.

Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,

Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,

Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.



E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura

Com o solene decoro de seus ares rituais.

"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,

Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!

Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".



Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,

Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.

Mas deve ser concedido que ninguém terá havido

Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,

Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".



Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,

Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.

Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento

Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais

Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".



A alma súbito movida por frase tão bem cabida,

"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,

Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono

Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,

E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".



Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,

Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;

E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira

Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,

Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".



Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo

À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,

Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando

No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,

Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!



Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso

Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.

"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te

O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,

O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".



"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!

Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,

A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,

A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais

Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".



"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!

Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.

Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida

Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,

Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".



"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!

Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!

Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!

Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!

Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".



E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda

No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.

Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,

E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,



Libertar-se-á... nunca mais!



.......................... English ..........................



THE RAVEN

Edgar Allan Poe

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,

Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,

While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,

As of some one gently rapping, rapping at my chamber door. *

"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door -

Only this, and nothing more."



Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,

And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.

Eagerly I wished the morrow; - vainly I had sought to borrow

From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -

For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore -

Nameless here for evermore.



And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain

Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before;

So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,

"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -

Some late visitor entreating entrance at my chamber door; -

This it is, and nothing more."



Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,

"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;

But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,

And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,

That I scarce was sure I heard you" - here I opened wide the door; -

Darkness there, and nothing more.



Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,

Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;

But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,

And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore!"

This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!" -

Merely this, and nothing more.



Back into the chamber turning, all my soul within me burning,

Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.

"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice:

Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore -

Let my heart be still a moment and this mystery explore; -

'Tis the wind and nothing more."



Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,

In there stepped a stately raven of the saintly days of yore;

Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;

But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -

Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door -

Perched, and sat, and nothing more.



Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,

By the grave and stern decorum of the countenance it wore.

"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no craven,

Ghastly grim and ancient raven wandering from the Nightly shore -

Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"

Quoth the Raven, "Nevermore."



Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,

Though its answer little meaning - little relevancy bore;

For we cannot help agreeing that no living human being

Ever yet was blest with seeing bird above his chamber door -

Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,

With such name as "Nevermore."



But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only

That one word, as if his soul in that one word he did outpour.

Nothing further then he uttered - not a feather then he fluttered -

Till I scarcely more than muttered, "other friends have flown before -

On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."

Then the bird said, "Nevermore."



Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,

"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,

Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster

Followed fast and followed faster till his songs one burden bore -

Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore

Of 'Never - nevermore'."



But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,

Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and door;

Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking

Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore -

What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore

Meant in croaking "Nevermore."



This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing

To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;

This and more I sat divining, with my head at ease reclining

On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,

But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er,

She shall press, ah, nevermore!



Then methought the air grew denser, perfumed from an unseen censer

Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.

"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee - by these angels he hath sent thee

Respite - respite and nepenthe, from thy memories of Lenore!

Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!"

Quoth the Raven, "Nevermore."



"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird or devil! -

Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,

Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted -

On this home by horror haunted - tell me truly, I implore -

Is there - is there balm in Gilead? - tell me - tell me, I implore!"

Quoth the Raven, "Nevermore."



"Prophet!" said I, "thing of evil - prophet still, if bird or devil!

By that Heaven that bends above us - by that God we both adore -

Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,

It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore -

Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."

Quoth the Raven, "Nevermore."



"Be that word our sign in parting, bird or fiend," I shrieked, upstarting -

"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!

Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!

Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door!

Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"

Quoth the Raven, "Nevermore."



And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting

On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;

And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,

And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;

And my soul from out that shadow that lies floating on the floor

Shall be lifted - nevermore!
publicado por Admin às 23:32
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Frase com 2064 anos para o Governo Português.

(Clique na imagem para a ampliar)
publicado por Admin às 13:04
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Amante de mulher adúltera foi fotografado a fugir pela janela!!!



Um homem fugiu pela janela de casa da amante quando foi descoberto pelo marido da senhora. A fotografia, tirada na China, corre o Mundo.



É um clássico do cinema: marido entra em casa, anuncia-se com um “querida, cheguei” e o amante salta da cama à procura de refúgio. Apressa-se, indeciso entre o clássico armário ou a janela, enquanto a mulher se recompõe.



Na vida real, Sun Meng optou pela janela. Ainda estão por esclarecer as circunstâncias que o denunciaram, mas as imagens, a circular na Internet, mostram um amante encolhido ao frio, a temer pela vida em cima de um aparelho de ar condicionado, do lado de fora de um prédio. À janela, o marido enganado.



"As pessoas riem-se ao ver-me nu, mas devo lembrar que estava muito frio", disse Sun Meng. O susto, de morte, também deve ter contribuído para esfriar o ânimo do amante. "Sei que o que fiz foi errado, mas tinha medo que ele me matasse", acrescentou, em declarações recortadas do "The Daily Telegraph".



O insólito aconteceu em Chengdu, capital da província de Sichuan, no centro da China e corre o Mundo. As imagens foram captadas por um vizinho. "A minha família está envergonhada e não me fala", lamentou Sun Meng, de 25 anos.


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publicado por Admin às 17:38
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Download das provas canceladas do Enem 2009. (Brasil)


Depois que o jornal O Estado de São Paulo denunciou o vazamento das provas do Enem 2009, o Ministério da Educação (MEC) adiou a realização das provas que estavam marcadas para o final de semana. Obviamente a polícia federal foi accionada e já está investigando o assunto. O MEC informou ainda que já tem uma segunda versão das provas e que uma nova data será anunciada posteriormente.

A boa notícia nessa história toda é que, se você é estudante e estava se preparando para fazer as provas do Enem 2009, agora terá um pouco mais tempo para estudar e se preparar. Aproveite então para baixar as provas do Enem 2009 anuladas! Assim você terá uma idéia de como são formuladas as questões do novo exame. Todas as provas estão no formato PDF.



Download da Prova do 1º dia
Download da Prova do 2º dia
Download do Gabarito
publicado por Admin às 22:07
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

O Navio Fantasma - Factos Reais.


O Holandês Voador surge repentinamente nos mares: navio-fantasma, veleiro diabólico, barco maldito, condenado a vagar eternamente entre dois dos três cabos. Do cabo das Tormentas ao cabo Horne, com seu satânico capitão Bernard Fokke ao leme, no meio da tempestade, envolto em relampagos, o veleiro fantástico aparece entre duas enormes vagas, prestes a desaparecer entre duas outras. Lenda? Certamente! Mas mesmo assim os guarda-costas norte-americanos destru¡ram 267 navios-fantasma em 1930 e outros apareeem sempre. Trata-se dos destroços de navios naufragados? Sim, mas também de barcos inteiros.



Isso aconteceu especialmente no tempo da navegação a vela e não tem nada de fantasmagórico! Talvez, mas falamos de alguns barcos que navegam autenticamente --- e toda lenda tem seu fundo de verdade. Em abril de 1890, o Marlborough, com seus três mastros, sob as ordens do capitão Hid, foi visto nas imediações da costa sinistra que separa o estreito de Magalhães das ilhas do cabo Horne. Depois não se teve mais not¡cia dele. O Marlborough foi considerado desaparecido. Exactamente em outubro de 1913, 23 anos mais tarde, o Marlborough reapareceu na mesma região, com as velas levantadas. As grandes vagas , que provocam tremores de terras submarinos , atingem até 150 km de comprimento e se deslocam a uma velocidade de quase 800 km/h.



Nessas regiões, o mar pode invadir a costa até dez metros por ano, provocando tempestades violentas. Pois bem, durante 23 anos o Marlborough não foi destru¡do e suas velas continuaram intactas. Não se teria abrigado em uma ba¡a e voltado ao mar mais tarde impelido por um vento da terra? Imposs¡vel. Se tivesse encalhado, as autoridades chilenas ou argentinas teriam sido notificadas, pois os habitantes da Terra do Fogo eram saqueadores tem¡veis, que precisavam de madeira, víveres e roupas. Ora, a carga do navio estava igualmente intacta.



Algumas pessoas subiram a bordo. As enxarcias estavam verdes, a ponte inteiramente podre, o diário de bordo todo mofado. Um esqueleto foi encontrado segurando o leme, três outros em cima da coberta perto do quartel das escotilhas, dez nos seus postos e seis no refeitório. Todos estavam vestidos normalmente; todos pareciam ter morrido em suas funções e ao mesmo tempo. Uma epidemia teria provocado um reagrupamento. Um envenenamento é inadmiss¡vel, porque a tripulação não come às mesmas horas e também porque as reacções dos organismos são diferentes de indiv¡duo para indiv¡duo. Hoje talvez pensassemos em algum fenómeno de radioactividade, mas quem pode saber? 0 veleiro que descobriu o Marlborough afastou-se do navio-fantasma e esse nunca mais foi visto.



Em 1873, alguns navegadores encontraram o C. Radorn, um barco de três mastros, com as velas recolhidas. A bordo reinava o silêncio. A seu lado flutuava um outro veleiro de três mastros, em perfeito estado, habitado unicamente por três magn¡ficos cães terra-nova que andavam de um lado para o outro do tombadilho. Nunca mais se ouviu falar nesses navios nem em suas tripulações.



Outro caso famoso foi o do barco carregado de acaju que, com as velas levantadas entrou sozinho no ancoradouro do porto de Cork, na Irlanda. 0 casco não levava nome algum e não havia documentos a bordo. Ninguém reclamou esse navio anónimo. Em 1907, o Quevilly, de Rouen, encontrou os destroçs da escuna Everest Wabster, considerada perigosa. Pelo binóculo, tudo parecia deserto. A proa estava mergulhada no mar, e tinha a coberta lisa, como um batelão. Algumas pessoas subiram a bordo e encontraram, nos leitos que não estavam inundados, a tripulação quase completa , desfalecida, faminta, e sem forças para fazer sinais.


Como ocorre com os seres humanos , alguns navios agarram-se à vida e não aceitam morrer sem lutar até o fim. O Ada Iredale abandonado em chamas , foi encontrado oito meses mais tarde , ainda em combustão . O petroleiro Oklahoma foi cortado em dois. A parte traseira afundou , enquanto a frente continuou flutuando com seu mastro na vertical. Foi encontrado depois ligeiramente inclinado, como um nadador que se prepara para uma longa travessia. Um navio guarda-costas encheu-o de dinamite. Ele mergulhou reaparecendo um pouco adiante. Dobraram a quantidade de dinamite e depois triplicaram sem sucesso. Foi alvejado com um canhão de 12 polegadas. 0 petroleiro tornou a virar e flutuou de dorso para cima. À noite, finalmente, o Oklahoma dignou-se afundar como um soldado exausto que entrega o último sopro. Os marujos corajosos conhecem bem essa resistência inacreditável dos navios.



Em 1951 , Kurt Carlsen, comandante do Flying Enterprise , permaneceu sózinho, durante 13 dias, em cima do costado do navio avariado. No dia 26 de outubro de 1902, o barco de três mastros Tourny, da Marinha francesa, foi assaltado por uma tempestade no golfo de Valencia. Um navio de passageiros salvou a tripulação com excepção de um unico homem. Esse, um marinheiro chamado Denis, escondeu-se voluntáriamente a bordo do navio condenado. No dia 31 de outubro, à noite, o barco da Marinha francesa, Isére , encontrou o Tourny quc flutuava com o costado na agua cerca de 140 milhas ao noroeste de Orã.


A bordo estava um homem que não queria abandonar o navio naufragado. Não podia ser salvo a menos que se atirasse ao mar e o navio de guerra não podia correr o risco de aproximar-se muito. 0 Isére afastou-se e notificou o caso ao porto mais próximo. No dia 8 de novembro, o vapor inglês Syrian Prince tornou a avistar o veleiro flutuando. 0 mar estava calmo. 0 vapor sc aproximou. Denis notificou o comandante que somente aceitava ser rebocado mediante a cláusula no cure , no pay (o pagamento só seria feito caso o reboque fosse bem sucedido). Denis recusou a corda pelo vapor , jogou ele próprio uma corda e assumiu o leme do veleiro . 0 tribunal mar¡timo concedeu-lhe um terço do valor de revenda do navio e de sua carga. Denis ganhou uma fortuna.



Assim , não há motivo para se admirar com as viagens inacreditáveis dos navios-fantasmas. O Dalgonar , deitado no costado , com os mastros e a quilha em cima da água , percorreu mais de 5 mil milhas no Pacifico. O Wyer G. Sargent , abandonado em Halteras , percorreu 6 mil milhas em 18 meses antes de encalhar no estreito de Gilbratar. O Leon White , abandonado junto à costa canadense , foi até a Irlanda , voltou ao Canadá e partiu para as Hévridas , ou seja, 6.800 milhar em dez meses . Os destroços do Fanny E. Wolson , abandonados perto de Charleston, foram vistos um ano mais tarde nos Açores ; o navio naufragado voltou-se depois contra os ventos dominantes no cabo Haiteras e dirigiu-se à Terra Nova , onde desapareceu.


Será que essa explicação basta?
Talvez, mas mesmo assim ocorrem algumas coincidências estranhas. Em 1931 , no extremo norte do Canadá , alguns caçadores construiram barracas nas margens e se prepararam para passar o inverno . Mas certa manhã perceberam , espantados , que o Baychino não estava mais no mar : tinha desaparecido com a carga. Lastimando a mercadoria perdida , os caçadores chegaram por terra a Vancouver, onde ouviram contar que seu barco tinha sido visto nas ilhas Franklin , onde estava ancorado normalmente . Um mês mais tarde, um explorador encontrou o barco , em perfeito estado , no mar de Beaufort , mas não pode retirar as peles . A tripulação de uma escuna , depois alguns esquimós e outros caçadores , tentaram apropiar-se da carga , em uma região mais ao norte . Esses também não foram bem sucedidos . O Baychino continua navegando até hoje em alguma região do oceano Ártico. Como um cão fiel, ele se afasta dos que não são seus verdeiros donos.



0 Rescue --- antigo navio polar --- foi cedido como navio-armazém ao George-Henry , baleeiro em expedição no estreito de Hudson. Em um dia de tempestade , em setembro de 1880 , o Rescue perdeu os mastros e rachou ao meio. A tripulação foi levada para bordo do George-Henry , que prosseguiu sua atividade . Um ano mais tarde , o George-Henry encontrou-se diante do Rescue que não havia afundado e que parecia seguir uma rota , em vez de navegar à deriva . Logo depois ele desapareceu . Nova tempestade , grandes pedaços de gêlo e, de repente, o Rescue surgiu , impedindo a passagem do George-Henry. O baleeiro , cercado pelos icebergs, não pode manobrar. O Rescue avançou em sua direção. Como um fantasma, o Rescue parecia completamente livre em seus movimentos . Ia abalroar o outro navio mas passou a alguns metros da popa. Naquela noite os marinheiros estavam nervosos e discutindo quando, subitamente , o Rescue tornou a surgir . De novo se aproximou do baleeiro e os marinheiros começaram a perder a cabeça . O navio condenado perseguia-os! O comandante só conseguiu tranquilizar a tripulação quando o Rescue desapareceu definitivamente no horizonte, como um animal desesperado que foi abandonado na estrada e que , exausto de correr , se resigna , finalmente , com sua sorte.



Mas os animais abandonados não se tornam, algumas vezes, furiosos como os lobos? No dia 18 de março de 1884, em meio à neblina, o Frigorifique --- primeiro navio equipado com câmaras frigoríficas --- foi afundado pelo Rumney. Este último recolheu a tripulação do navio francês e prosseguiu em sua rota sob a neblina. Bruscamente, um vulto surgiu das sombras e se precipitou sobre o Rumney , como se fosse transpassa-lo. Um vulto idêntico ao Frigorifique, silencioso como um fantasma, embora saísse fumaça da sua chaminé, enquanto que a do Frigorifique. tinha sido vista cheia de àgua. A abordagem foi evitada por um triz. De repente, a estranha massa sombria reapareceu, precipitou-se de novo sobre o navio inglês e, dessa vez, conseguiu atingi-lo. 0 Rumney afundou e o navio-fantasma afastou-se tranquilamente . As duas tripulações, apavoradas ao extremo, abandonaram o navio nas baleeiras. A neblina diminuiu e os homens tornaram a ver o Frigorifique que navegava em direção a leste, depois sudoeste, e finalmente para o sul. O panico se generalizou quando o navio-fantasma rumou em direcção às baleeiras. Todos responderam à chamada, logo não podia haver ninguém à bordo. A baleeira dos marinheiros franceses conseguiu abordar o navio abandonado. Alguns subiram a bordo e encontraram as màquinas em perfeitas condições, "movimentando lentamente a hélice", enquanto o leme, "voltado completamente para a direita" , fazia o navio descrever grandes circulos. Embora fosse posteriormente afundado --- dessa vez para sempre --- o Frigorifique tinha se vingado do seu agressor.



Os mistérios do mar, contudo, nem sempre são tão insondáveis quanto se poderia pensar. Quando o Istrennan, navio-caçador de focas, foi encontrado ao largo do cabo Horne, com todas as luzes acesas, a mesa servida no refeitório para o jantar, era poss¡vel pensar que o misério permaneceria inexplicável. Entretanto, um moribundo contou no hospital de Hamerfest que, juntamente com um bando de outros ladrões, havia assaltado o navio ancorado. Os assaltantes recolocaram tudo no lugar, esfregaram o convés ensanguentado, colocaram os pratos e os talheres na mesa. À noite, acenderam as luzes, suspenderam as velas, levantaram a âncora, dirigiram o navio para alto mar e depois fugiram na escuridão.



Durante muito tempo, os marinheiros sonhavam com a história do Mary Celeste.

No dia 4 de dezembro de 1872, o veleiro Dei Gratia avistou o Mary Celeste ao largo dos Açores. Abordou-o e, para grande perplexidade do capitão Moorhouse, não havia ninguém a bordo: Moorhouse conduziu a Gibraltar um barco considerado abandonado.

Na cabine do imediato, o capitão encontrou o cofre bem como o diário de bordo, cuja última menção dizia:

"24 novembro, 11 horas da manhã , 36º de latitude norte, 27º de longitude oeste, bom tempo".

Uma linha foi pulada. Depois, logo abaixo, com a mesma letra apertada :

"Sucede-nos uma coisa estranha . . . "



Era tudo. 0 mistério permaneceu insondável durante 50 anos. Em setembro de 1872, no porto de Nova York, Moorhouse havia encontrado Briggs, o capitão do Mary Celeste. Moorhouse , em troca de uma parte da carga ceedera a Briggs três homens da tripulação, e os dois comandantes marcaram encontro na ilha de Saint-Michel. Briggs embarcou no Mary Ce!este com sua mulher e um piano que foi o responsável por todo o drama. A viagem do Mary Celeste transcorreu em um clima de brigas e de discussões, sobre tudo entre o oficial Hullock e o marinheiro Venholt. A presença da senhora Briggs contribuiu para aumentar o nervosismo geral. Hulloek, irritado ao ouvir os exercicios de piano da senhora Briggs a um cent¡metro de sua cabeça, atrás de um biombo, mudou o piano de lugar.



Certo dia, o vento cessou bruscamente. Nuvens se formaram a uma velocidade fantástica, o mar sem ondas começou a brilhar como um espelho, e depois o Mary Celeste começou a tremer, a estalar e a dançar frenéticamente. Era uma tempestade inteiramente imprevista. Bnggs desceu a sua cabine para observar o enquanto Hullock deixava correr as adriças . De repente, o drama se desencadeou: sob golpe de uma manobra brusca, a senhora Briggs foi esmagada pelo piano. Louco de dor, Briggs acusou Hullock e Peter Banson o timoneiro, pelo acidente mortal. Hulloe mandou atirar ao mar o cadáver e o piano acompanhado pelo próprio Briggs. Sob as ordens de Hullock, os homens beberam, brigaram e um outro homem caiu ao mar, precisamente o marujo Venholt.



0 navio ancorou em Santa Maria dos Açores, onde Hulock desertou, com medo de ser interrogado por dirigir um navio sem comandante. Toda a tripulação seguiu seu exemplo, com exceção dos três homens cedidos pelo Dei Gratia e do cozinheiro Pimberton. No dia 4, um veleiro apareceu no porto. Era o Dei Gratia. 0 capitão Moorhouse era um homem experiente . 0 navegante que encontra um navio abandonado faz um excelente negócio: não havia ninguém a bordo do Mary Celeste . Ninguém, porquanto os três marinheiros estavam escritos no livro do Dei Gratia.



Sobrava apenas o cozinheiro. Evidentemente ele podia ser atirado do tombadilho. Mas o capitão Moorhouse era um cavalheiro perfeito: propos pagar ao cozinheiro sua passagem de volta para a Inglaterra, contanto que não abrisse a boca sobre o ocorrido Foi ali que, 50 anos mais tarde, um jornalista foi encontra-lo para ouvir sua confissão. Assim terminou um dos mistérios mais ¡nsondáveis do mar.



De 1891 a 1893, os relatórios oficiais dos capitães assinalaram 1628 navios-fantasma. Em 19 12, calculava-se que o número deles aumentava de duzentas unidades por ano . Claro, isso aconteceu há muito tempo. Mas não devemos esquecer que existem verdadeiros câmaras frigor¡ficas para os navios, que são os grandes blocos de gelo. Em 1852 , os navios Terror e Erebius, do explorador John Franklin, reapareceram presos em um iceberg, seis anos depois de terem sido abandonados nas geleiras do arquipélago polar norte-americano. Em 1911 , foi encontrado em perfeito estado o navio de exploração Investigator, abandonado por McLure em 1854.



Em 1911 , um outro navio foi descoberto no Antártico e seus papéis estavam datados de 1848, ou seja, de 63 anos antes. Como alguns mamutes foram encontrados na Sibéria, não nos devemos espantar se, um dia, o célebre Holandês Voador aparecer, com suas velas ao vento.


A menos que, daqui até lá , desiludidos por nossa civilização mecanica, todos esses navios desaparecidos alcancem o famoso "cemitério dos navios perdidos . . ."


Os navios se comportam como certos cavalos levados ao matadouro.


Em 1950, o couraçado brasileiro São Paulo, puxado por dois rebocadores, partiu com destino à Inglaterra onde deveria ser desmantelado. Ferto dos Açores, dois cabos quebraram, o vento leve se transformou em tempestade e o São Paulo desapareceu. Aviões sa¡ram a sua procura pois havia oito homens a bordo : tarde demais, o São Paulo recusou ser demolido.


Durante toda nossa infância ouvimos histórias sobre o "cemitério dos navios perdidos" , situado no mar dos Sargaços . Para os romanc¡stas, esse mar sem correntes, sem ventos, coberto de algas, conserva como uma hidra , tudo o que entra no seu dom¡nio.



Lenda? Claro! Mas mesmo ass¡m o Florence E. Edgett foi encontrado ali dez anos após ter sido abandonado perto das ilhas Sotavento. Outros autores imaginaram que nesse lugar dantesco vivia, em cima de um aglomerado de navios de todas as épocas, reunidos lado a lado, uma comunidade de naufragos de todos os pa¡ses. Afinal, esses barcos desaparecidos levavam mulheres a bordo e, em 1884, foi encontrado nesse alucinante mar dos Sargaços um navio tão antigo que não era poss¡vel ler seu nome no casco . . . Mas esse barco arcaico transportava cadáveres que não tinham nada de arcaico. Assim, a lenda é muitas vezes confirmada pela realidade. A realidade pode desfazer a lenda, mas essa última é , muitas vezes, reforçada pela primeira. Tudo é lenda antes de ser conhecido. Nossos deuses morrem lentamente, mas outros deuses mais jovens os substituem. Talvez, um dia, percebamos melhor a verdade do poeta:

Objectos inanimados, tendes por ventura uma alma
Que se une à nossa alma . . .


Para quem gosta de aventuras , o cemiterio dos navios perdidos é também o cemitério dos tesouros. Os navios afundados na corrente do Golfo e na corrente norte-equatorial navegam sob a àgua, até a altura do Taiti, depois tomam a direcção do norte, entram no mar dos Sargaços e encontram um banco de areia onde encalham.



Depois de muitos séculos sobram apenas as armações de aço e ouro. Em Puerto Placa, dizem que o banco de areia está situado um pouco acima do Trópico do Cancer, não muito distante dos 68º de longitude leste. Talvez não se encontre ali o tesouro do Banco de Prata, muito menos um navio-fantasma, mas com toda certeza é um bom lugar para o aventureiro encontrar-se a si mesmo.



Extraido de um texto de Camille du Val
publicado por Admin às 09:35
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Homem mais alto do Mundo em Portugal.

Sultan Kosen tem 2,46 metros e vem promover o “Guinness World Records 2010 - O Livro da Década'.

Chama-se Sultan Kosen, tem nacionalidade turca e mede nada mais nada menos que 2,46 m. É o homem mais alto do mundo e chega a Lisboa no dia 17 de Outubro para promover o lançamento do “Guinness World Records 2010 - O Livro da Década'.

Com 26 anos e 155 quilos, este turco nascido numa pequena aldeia próxima da fronteira com o Iraque mede mais 10,5 centímetros do que o anterior detentor do título, o chinês Bao Xi Shun.
A edição portuguesa do “Guinness World Records 2010”' antecipa-se à chegada de Sultan e será lançada no dia 12 de Outubro pela Livro d’Hoje. Do volume constam as 100 maiores proeza da década.
publicado por Admin às 12:28
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

'Cruelty Doesn't Fly' With Pamela Anderson - Anúncio com Pamela Anderson foi banido.

Anúncio feito pelo grupo PETA, Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais, com Pamela Anderson, não vai passar nos aeroportos de Nova York por ser demasiado "atrevido". Veja o vídeo.

O anúncio mostra a actriz vestida de polícia sexy com um detector de roupas feitas de pele animal. Quando as pessoas tentam entrar com essas roupas são despidas da cabeça aos pés por Pamela Anderson.




A CNN Airport Network, que administra as televisões com publicidade nos aeroportos, considerou que o anúncio não era apropriado para crianças. A estreia da publicidade estava marcada para hoje, quinta-feira, para aproveitar o ínicio da Semana de Moda de Nova York.


A conhecida intérprete da série "Marés Vivas" disse à AFP que continuaria a lutar contra marcas de moda que utilizam produtos de peles. "Eu acho que não devemos ver as peles ou produtos de origem animal na passerelle", disse ela num evento em Los Angeles. "E não é só a pele. É todos os produtos de origem animal. Mas é importante saber que existem alternativas para tudo, até mesmo couro", acrescenta a actriz.


O anúncio chama-se "Crueldade não voa" ("Cruelty Doesn't Fly") e conta ainda com a participação dos actores Steve-O, Andy Dick, Carol Leifer and Nina Hagen.
Com a proibição imposta pela CNN, a PETA teve de desistir de arrancar com o anúncio em 45 aeroportos americanos, como planeado inicialmente.


Mas Pamela Anderson diz que espera convencer outros possíveis meios, como as companhias aéreas, a mostrar o anúncio.

publicado por Admin às 21:22
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

"Censura Democrática" - Caso Maddie: Proibida venda de livro de Gonçalo Amaral.

Por Ana Paula Azevedo

A 13ª Vara Cível de Lisboa deferiu hoje a providência cautelar apresentada pelo casal McCann, pais de Maddie – desaparecida na praia da Luz em Maio de 2007 – no sentido de proibir a venda do livro de Gonçalo Amaral, ex-inspector da Polícia Judiciária, que defende a tese de que seriam os pais os responsáveis pelo desaparecimento e morte da criança (em actualização).

O livro Maddie – A Verdade da Mentira não pode ser vendido a partir de hoje, e todos os exemplares que haja em banca ou armazém deverão ser recolhidos.

O tribunal decidiu também acolher o pedido do casal McCann de proibir a distribuição do filme com base no mesmo livro, que chegou a ser exibido pela TVI.

O tribunal intima a Valentim de Carvalho e a Guerra e Paz a recolherem todos os livros que ainda tenham para venda nas livrarias, proibindo-as de cederem para outros países os direitos de exibição do vídeo e de venda do livro.

Segundo a mesma decisão, as editoras não podem publicar estes ou outros livros ou vídeos que defendam a mesma tese.

Por fim, proíbe Gonçalo Amaral de fazer declarações sobre o conteúdo do livro ou do vídeo.
publicado por Admin às 14:08
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Cigarro vai ser responsável por 6 milhões de mortes em 2010.


O tabaco foi responsável por mil milhões de mortes no século XX, um número superior às mortes consequentes de todas as guerras do mesmo século.

O cigarro vai matar 6 milhões de pessoas em 2010.

Esses são alguns dos dados do Atlas do Tabaco, apresentado pela American Cancer Society em Dublin, durante a Conferência Global do Cancro. O documento traz avaliações epidemiológicas e económicas do impacto do tabaco no mundo.

Um quarto dos fumadores vai falecer prematuramente, ou seja, antes do 60 anos, sendo que a morte durante os anos mais produtivos de suas vidas, altera o curso da vida das famílias e diminui a produtividade do país.

Entre as vítimas do cigarro, 72% são habitantes de países pobres ou em desenvolvimento.

Para além disso, a plantação de tabaco ocupa cerca de 4 milhões de hectares, área equivalente a todas plantações de laranja e banana existentes no mundo… estas terras poderiam estar a ser utilizadas para a produção de alimentos.
publicado por Admin às 14:20
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Avistamentos de “Pássaros-Trovão” (Thunderbirds) nos EUA.

A rara fotografia de um “Pássaro-Trovão” abatido no Arizona, em 1890

Nos últimos anos têm surgido alguns novos testemunhos de pessoas que viram o mítico “Pássaro Trovão”, nos EUA, mais especificamente no Alaska (ver AQUI e AQUI)… Na verdade este “mito” é dos mais fascinantes da actualidade, ainda mais do que o Bigfoot ou do Yéti. Embora o primeiro relato, de 1890, descreva uma espécie de pterodáctilo, com asas sem penas e uma cabeça semelhante à de um crocodilo, fazendo acreditar numa sobrevivência deste dinossauro do Jurássico até pelo menos os finais do século XIX, a maioria dos testemunhos mais recentes descrevem uma criatura substancialmente diferente… Com efeito, os avistamentos realizados a partir de meados da década de sessenta apontam mais para um pássaro de grande envergadura de asas, quase do tamanho de um pequeno avião.

Os nativos americanos tinham na sua mitologia uma criatura a que chamavam “Pássaro-Trovão” (Thunderbird), uma designação que continou até aos dias de hoje e que serve agora para denominar estes estranhos avistamentos. No passado, houve pássaros com dimensões semelhantes às descritas nestes relatos, como Argentavis magnificens com sete metros de envergadura de asas e, claro, o já citado Quetzalcoatlus northropi. que podia chegar aos 20 metros de envergadura…. Portanto é teoricamente possível haver tais criaturas nos ares… Alguns criptologistas como John Keel, associaram os avistamentos a tempestades. Parece claro, que aqui, como quanto aos relatos de avistamentos de criaturas humanoides estamos perante precisamente o mesmo dilema: existem testemunhos bastantes e suficientemente credíveis para se saber que estes relatos correspondem a algo, a algum tipo de criatura real e concreta…
Serão avistamentos de pássaros de grandes dimensões como águias, condores ou abutres, que sob certas ilusões de óptica parecem muito maiores do que efectivamente são? Parece certo que não existem comunidades suficientemente extensas destas criaturas, já que os seus avistamentos são tão raros e nunca foi encontrado um ninho, ovo ou carcassa… (e eles morrem, certo?).
Mas sendo assim… Será que a associação com as tempestades – que aliás é consentânea com o mito indígena está na raíz desta explicação? Será que em certas condições, um trovão, mais ou seus cem milhões de volts podem… abrir portais para dimensões paralelas e que estas criaturas, nessas condições ficam entre nós durante algum tempo, para depois… voltarem para onde vieram? Sei que é uma mera especulativa sem sustentação… Mas…

Fonte: Answers.com
publicado por Admin às 16:10
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